Sustentabilidade também se aprende – e se faz – na escola


Projeto de Educaçao Ambiental é exemplo da proposta adotada pela Escola Monteiro: garantir o aprendizado e estimular o gosto pelo conhecimento por meio de vivências, experiências e estudos do meio.

Construir uma relação de respeito e harmonia com o meio ambiente é condição para a sobrevivência do planeta. Nada mais adequado, portanto, do que fazer da escola um espaço de conscientização, formação e retransmissão de conhecimento, capaz de transformar nossos hábitos em prol da sustentabilidade.

O projeto Monteiro Sustentável, que acaba de ser iniciado na Escola Monteiro, sob coordenação dos professores Marco Bravo e Elio Serrano, envolvendo demais docentes da instituição, torna alunos de várias séries agentes dessa mudança.

Teoria e vivência

E este é apenas um exemplo entre várias outras iniciativas desenvolvidas pela Escola Monteiro para oferecer uma formação capaz de aliar teoria e prática; de permitir vivências e experiências que tornem o processo de aprendizagem efetivo, rico e, por isso mesmo; envolvente; e de estimular a curiosidade, a criatividade e a capacidade de desenvolver projetos.

“Os conteúdos estabelecidos são os mesmos para todas as escolas. O que buscamos é a forma diferenciada de transmitir esse conteúdo para ‘falar’ com esse aluno dos novos tempos, que é bem diferente do estudante de um passado recente. Queremos estabelecer uma conexão que permita que a teoria faça sentido e que o aprendizado seja efetivo”, afirma a diretora-pedagógica da Monteiro, Penha Tótola.

            Equilíbrio ambiental

No Projeto Monteiro Sustentável, por exemplo, a proposta é atuar, inicialmente, em três frentes: o uso racional da água com reaproveitamento do que é desperdiçado pelos aparelhos de ar-condicionado e bebedouros; o plantio e a produção de alimentos por meio da criação de uma horta vertical e da utilização das técnicas de compostagem do lixo orgânico da cantina para produção de adubo, além de sementeiras e da produção de mudas de cheiro verde para ser usado  também na cantina; e a meliponicultura, que é a criação de abelhas sem ferrão, entendendo a importância do animal, ameaçado de extinção,  para a polinização e o equilíbrio ambiental.

As abelhas ensinam

O trabalho de meliponicultura começou com alunos do 3º ano do ensino fundamental visitando as colmeias do Parque Manolo Cabral, na sede da Petrobras, em Vitória. “Na visita, pudemos abrir as caixinhas com as abelhas e desmistificar a ideia de que esses animais oferecem algum risco. As espécies brasileiras de abelhas não têm ferrão, ou seja não fazem mal algum”, diz Marco Bravo.

Ele e as professoras do 3º ano mostraram que é exatamente o contrário: as abelhas têm um papel importante no ciclo de vida, na medida que garantem a polinização que gera novas plantas e árvores. “Além de terem uma forma de organização que pode nos ensinar bastante sobre melhores formas de viver em sociedade”, ressalta o professor.O próximo passo é construir o meliponário na própria Monteiro, tendo como protagonistas os pequenos defensores do meio ambiente.