Projeto Bem-Estar dos 1ºs anos – a saúde como valor


A Escola Monteiro vem desenvolvendo, há algum tempo, o Projeto Bem-Estar com as turmas dos 1ºs anos do Fundamental I. Esse Projeto, exclusivo dos pequenos, se dedica ao estudo de hábitos saudáveis, ampliando as práticas implementadas pelo Projeto Bem-Estar da Monteiro, e é trabalhado a partir de todo terceiro trimestre com as turmas.

O Projeto Bem-Estar dos 1ºs anos não se dedica apenas à alimentação saudável. Os estudos das crianças são voltados para cuidados gerais de bem-estar, como sono, respiração e relaxamento (que se associa às aulas de Yoga fornecidas pela Escola), saúde emocional e cultivo de boas relações interpessoais.

No dia 18 de novembro, a Monteiro realizou uma palestra para os pais dos alunos dos 1ºs anos contemplados pela Escola de Pais. O evento, que se dedicou a hábitos alimentares, visando a alimentação saudável, foi dirigido pelas palestrantes – e mãe de alunas – Camila Christofaro, coach de saúde integrativa, e Vanessa Azevedo, nutricionista. 

Vanessa Azevedo com alunos na palestra sobre alimentação saudável. Foto: Talita Vieira/ Divulgação

No último sábado (23), a Monteiro realizou o encerramento do Bem-Estar dos 1ºs anos em uma manhã de muita saúde, aprendizado e diversão. Os alunos e suas famílias puderam compartilhar momentos, praticando Yoga, autografando livros de receitas, degustando alimentos saudáveis e ainda assistindo à apresentação do coral feita pelos alunos. 

Além desses eventos, a Escola também vem disponibilizando uma feira de alimentos orgânicos, que ocorre toda terça-feira à tarde, durante o mês de novembro, na quadra localizada em frente à cantina. A feira, aberta a toda  comunidade escolar, vem estimulando os alunos a cuidarem da alimentação, pois eles podem analisar a qualidade dos alimentos e escolher aqueles que querem consumir com base no que vêm aprendendo em sala de aula.

Relatos de mudanças em casa – o Bem-Estar para a vida

Juliana Poltronieri, coordenadora pedagógica do Fundamental I, conta que, como mãe, tem vivido os efeitos do Bem-Estar dos 1ºs anos em casa por meio de mudanças comportamentais de seu filho Davi. Ela diz que a maior das mudanças foi o desejo do pequeno de experimentar alimentos novos, saudáveis e que nunca tinha comido: “Em uma semana, Davi experimentou legumes e verduras que dizia não gostar sem nunca ter experimentado”. Outra melhora observada na rotina do filho foi em relação ao sono. Juliana relata que não esperava mudanças tão grandes: “Fiquei encantada. O fato de voltar a dormir cedo todos os dias, e no mesmo horário, também foi muito importante”. Ela ressalta a importância do papel da escola, como instituição, em ensinar hábitos saudáveis para os alunos, e que esse trabalho, quando feito junto às famílias, se torna ainda mais eficaz. “Como educadora e mãe, sei o quanto podemos influenciar positivamente nossos alunos e filhos. Quando os pais discutem e pensam em novas ações coletivas em relação à escola, têm atitudes que facilitam muito para que essas mudanças aconteçam em casa”, explica. 

Camila Christofaro na palestra “A nutrição vai além do comer”. Foto: Talita Vieira/ Divulgação

Sobre o impacto pedagógico do Projeto Bem-Estar para a vida dos alunos, a coordenadora alega: “Entender sobre o que se come e bebe, sobre descanso, respiração, e saber a importância da prática de atividades físicas, extrapola o currículo comum e visa a ajudar as crianças a terem uma vida melhor desde pequenos. Assim, eles compreendem que também são corresponsáveis pelo próprio bem-estar”.

A coach de saúde integrativa Camila Christofaro também conta que, mesmo já praticando a alimentação saudável em casa, percebeu melhorias nos hábitos alimentares das filhas, como, por exemplo, a curiosidade em experimentar um alimento novo a cada dia. A coach pondera: “Temos a tendência a nos acostumar com os alimentos que já temos em casa. Inserir a curiosidade por alimentos novos no mindset das crianças é algo que direciona a atenção delas. Acho que o Projeto Bem-Estar trabalha muito o foco e o direcionamento da atenção das crianças e isso é muito bom”. 

Camila ainda complementa que o direcionamento da atenção dos pequenos que estão na faixa etária dos 1ºs anos (6 a 7 anos) as auxilia na formação de novos hábitos. E, para ela, este é um aspecto do Projeto Bem-Estar que o torna muito eficiente no processo de aprendizagem dos alunos. A coach explica que até os oito anos o ser humano possui a maior quantidade de sinapses e conexões neurais, o que viabiliza e potencializa a criação de hábitos: “É muito mais fácil para uma criança formar novos hábitos do que um adulto. Uma Escola que possui um método para estimular esse tipo de aprendizagem, um método que auxilia as crianças a formarem hábitos através de ações de aprendizagem – e não apenas transmite conteúdos teóricos – é algo que, sem dúvida nenhuma, produz um resultado muito maravilhoso”. 

Vanessa explicando sobre a importância do intestino na palestra “A nutrição vai além do comer”. Foto: Talita Vieira/ Divulgação

De acordo com Camila, é nesta época que, além de possuírem facilidade para construir novos hábitos, os pequenos recebem muitas crenças da sociedade, dos pais (em sua maior parte) e da escola. Para ela “É excelente que as crianças possam receber valores e formar crenças sobre aspectos importantes da vida de maneiras tão positivas, como hábitos de saúde”.

Ao vivenciar impactos do Projeto Bem-Estar no cotidiano com as filhas, a coach reitera sua satisfação em relação à iniciativa e à abordagem pedagógica da Monteiro: “Como mãe, fico superfeliz pelo fato de as minhas filhas estudarem em uma escola que compactua com mesmos valores que eu tenho em relação à saúde. Uma escola que coloca a saúde como um valor, pois tendemos a pensar na saúde quando ela nos falta. Como profissional da área, fico mais feliz ainda”.

Renata Voss relata que a família também observou mudanças no comportamento da filha em casa: “Ficamos impressionados com a vontade que a Maria demonstrou em ampliar os seus hábitos saudáveis. Foi sensacional! Ela se esforçou para experimentar alimentos novos, diminuir o doce, aumentar a leitura e manter uma boa rotina de sono”.

Feira de alimentos orgânicos. Foto: Talita Vieira/ Divulgação

A mãe também percebeu a constância no comportamento da filha: “O legal é que isso foi muito bem trabalhado, porque a preocupação dela em manter esses hábitos persistiu mesmo após o término da semana da atividade. No dia em que os alunos tiveram o encontro com a nutricionista Vanessa, ela chegou em casa eufórica falando sobre papilas gustativas e contando que tinha experimentado beterraba e cenoura cruas! Além disso, pediu para que esses alimentos fossem incluídos no cardápio do almoço do dia seguinte”. Renata afirma que, para quem sempre resistiu “bravamente” quanto a experimentar alimentos novos, a inclusão de legumes e alimentos novos no cardápio de casa foi um grande avanço na alimentação da filha. “Desde então, percebemos que ela tem se permitido conhecer novos sabores e se esforçado para fazer um prato colorido”, relata.

A mãe acredita que, ao ampliar o conhecimento das crianças sobre benefícios de se alimentar bem e sobre a manutenção de hábitos saudáveis a longo prazo, a Monteiro possibilitou uma mudança de comportamento das crianças para a vida. “Para mim, esses projetos, que vão além do conteúdo acadêmico exigido e que focam na formação integral das crianças, são os mais enriquecedores”, conclui Renata.

Talita Vieira.