Como lidar com o isolamento social – Família Gonçalves Faria


Assim como os Meireles, e muitas outras famílias, os Gonçalves Faria também estão se adaptando ao isolamento social determinado pelo Governo, devido ao novo coronavírus. Diante do impasse, encontrado por muitos, de como conciliar o tempo de trabalho home office com os filhos em casa, Fabricia Gonçalves, mãe das alunas Gabriela (8º ano B) e da Giovana (6º ano A), conta como sua família está se organizando durante a quarentena.

Nova realidade

Mantendo-se exclusivamente em casa, a família está seguindo o isolamento social à risca. Com o trabalho presencial suspenso, Fabricia relata: “Trabalho todas as tardes em sistema de home office. Há duas semanas, meu marido, Humberto, foi trabalhar em plataforma marítima. Quando retornar, ficará em isolamento para evitar o contágio, caso esteja contaminado”.

Família Gonçalves Faria: Giovana, Fabricia, Gabriela e Humberto. Foto: Divulgação/Acervo pessoal

A mãe afirma que as filhas estão cooperativas e conscientes da importância de se manterem em casa, dividindo o lar com os avós. “Meus pais, idosos, estão conosco, pois podemos lhes dar mais assistência e atenção assim. As meninas adoram estar com os avós em casa! Elas seguem a rotina de estudos desde o início da suspensão das aulas durante o horário da manhã, quando, agora, assistem às aulas virtuais, fazendo as tarefas escolares de casa no horário da tarde”, conta Fabricia. 

Aos domingos e feriados, a família segue uma rotina diferenciada do restante da semana. Segundo a mãe, nesses dias, os Gonçalves Faria se permitem acordar mais tarde “fazendo menos tarefas domésticas e escolares. Nos permitimos assistir a filmes em família, com uma pipoca caramelizada muito gostosa que Giovana aprendeu na internet”, percebendo como o mundo virtual vem se mostrando um aliado nesse momento. Fabricia acrescenta: “De vez em quando, as meninas descobrem novas receitas e se aventuram na cozinha mais do que antes do confinamento”.

É também na internet que as filhas desenvolvem aprendizados e interagem socialmente. De acordo com a mãe: “Gabriela segue fazendo aulas de piano por videochamadas e Giovana continua com as aulas de Inglês de um curso particular, também pela internet. Embora sintam falta das amigas, elas mantêm contato social exclusivamente pelo meio virtual. Também se divertem muito no aplicativo TikTok, o preferido da garotada”.

Os avós são muito queridos. Foto: Divulgação/Acervo pessoal

Outro aspecto que compõe a adaptação da rotina da família Gonçalves Faria, promovendo saúde de maneira integral, é a atividade física. A mãe relata: “Mantemos nossa rotina de atividades físicas fazendo-as dentro de casa, ora as meninas com orientação de seu personal trainer por ligação de vídeo, ora nós três, juntas, praticando FitDance, o que nos diverte bastante”.

Ensino a distância – Escola e família ainda mais parceiros

A manutenção de uma rotina é capaz de transmitir maior segurança emocional a todos. No presente cenário de isolamento social, a educação, mesmo que a distância, também faz parte disso. “Procuro trabalhar o emocional, mantendo-me motivada e mantendo as crianças também motivadas, seja para realização das tarefas domésticas, para trabalho (no meu caso) ou para os estudos (no caso das meninas). A Gabriela e a Giovana não demonstram desânimo para estudar, pelo contrário: a novidade do sistema de ensino vem motivando-as”, explica Fabricia.

A mãe ainda conta que, para equilibrar o emocional, também evita fazer cobranças excessivas em relação às atividades escolares e os resultados das filhas na aprendizagem. “Procuro passar uma certa leveza para as meninas, respeitando eventuais dificuldades que surgem da parte delas”. 

Giovana durante aula online com a profesora Elizete Matiello. Foto: Divulgação/Acervo pessoal

De acordo com Fabricia, a princípio, o uso das plataformas virtuais para o ensino a distância da Monteiro exigiu um pouco mais da família: “No início das atividades escolares online, foi necessária uma adaptação quanto à utilização das ferramentas disponíveis, demandando mais a minha participação. Mas, agora, as crianças já estão praticamente dominando os sistemas, demonstrando uma evolução no uso do microcomputador”.

Fabricia reconhece o importante papel das instituições de ensino nesse período, destacando o trabalho feito pela Monteiro: “Seguindo a linha humanizada, a Escola Monteiro soube, da noite para o dia, transformar a forma de ensinar, adaptando-se à nova e imprevista realidade sem causar danos e estresse para as nossas crianças. O esforço dos professores e dos demais membros da equipe, nesse processo, é notório”. 

Para finalizar o relato das experiências em família durante a quarentena, Fabricia afirma: “Considerando as circunstâncias, estamos muito bem! Todos com saúde e confortáveis em casa”.

Clique aqui e saiba como a família Meireles está lidando com a quarentena.

Saiba como Júlio Pagotto, professor de Filosofia da Monteiro, está lidando com o confinamento e o home office.

Talita Vieira.