Publicado em 16/12/2021

As aulas de Educação Física e as Olimpíadas propiciam o esporte e o movimento. Foto: Escola Monteiro/ Divulgação

Durante o recesso escolar, um assunto em pauta (e prática) entre familiares e amigos/as é a realização de atividades e exercícios físicos. Contudo, movimentar-se com mais frequência e buscar maior qualidade de vida não podem ser ações restritas a períodos de férias e descanso. 

Além de Mateus Vezzoni, Vicente e Diogo Costa e Murilo Nascimento, o estudante Tomás Costa e as alunas Claudia Fernandes e Helena Aymeé, da Monteiro, são exemplos de determinação, saúde e disciplina, pois incorporaram a prática esportiva a suas respectivas rotinas. Ao conciliarem vida escolar, treinos e competições, seus estilos de vida mostram que o protagonismo e a autonomia vão muito além da sala de aula e dos muros da escola.

Triatlo

Tomás pratica triatlo desde 2019. Para ele, o esporte não contribui apenas para o condicionamento físico, mas também promove impactos sobre a saúde mental, influenciando seu desenvolvimento enquanto estudante e pessoa: “Com o triatlo, eu consigo acalmar os pensamentos e relaxar. O esporte tem me ajudado bastante nisso, interferindo positivamente no meu desempenho em sala de aula. Quando pratico o triatlo, me sinto realizado! Venho para a Escola mais animado e estudo com muito mais vontade”.

Balé

Claudia pratica balé desde os três anos de idade. Ao treinar de segunda a sábado, de uma a duas horas por dia, ela concilia a dança com a dedicação aos estudos. Após algumas apresentações, incluindo o Festival de Dança de Joinville, a aluna se sentiu acolhida ao receber elogios de colegas e colaboradores/as, algo que, para ela, demonstra a humanização da Monteiro na prática e a atenção da comunidade escolar à individualidade dos/as estudantes.

Ela também reconhece as contribuições da prática esportiva à sua aprendizagem, assim como ao seu desenvolvimento pessoal: “As aulas de balé requerem muita concentração e atenção aos movimentos corporais, já que precisamos seguir as orientações do professor. A dança também estimula a consciência corporal e o desenvolvimento de habilidades muito importantes, como disciplina e trabalho em equipe”. 

Voleibol

Helena pratica voleibol há aproximadamente cinco anos. Destaque nas quadras e na praia, a estudante conta ter participado de algumas competições, incluindo jogos promovidos pela Federação Espírito Santense de Voleibol, ganhando prêmios em prata e bronze. 

Ao treinar de três a cinco vezes por semana, adotando um estilo de vida mais ativo, a aluna relata: “As matérias que aprendemos em sala de aula recebem um toque do que fazemos fora da escola. A prática de esportes, no geral, ajuda a ter mais foco nos estudos, além de diversas habilidades que levamos para a vida”.

 Esportes preparam para a vida e abrem portas para o futuro

De acordo com o professor Egydio Costa, a prática esportiva tem papel fundamental no desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social de crianças e adolescentes. 

O professor Egydio Costa é defensor de exercícios ao ar livre, inclusive, considerando o isolamento social que os/as estudantes enfrentaram. Foto: Talita Vieira/ Divulgação

Aliado à alimentação saudável e qualidade de sono, o esporte previne doenças (diabetes tipo 2 e obesidade, por exemplo), auxiliando na liberação e regulação de hormônios, como testosterona, gh, endorfina, serotonina, dopamina, cortisol, entre outros. As contribuições ao desenvolvimento pleno do ser humano são inúmeras, e é importante que elas sejam estimuladas na infância e adolescência, já que são fases de formação e mudanças significativas.

“O maior ensinamento que a gente pode passar para os/as alunos/as, e que vem sendo cada vez mais perceptível durante a pandemia, é lidar com a imprevisibilidade e com a frustração. Ao vivenciarmos um momento de muitas dúvidas, inclusive em relação ao funcionamento presencial das escolas, podemos traçar um paralelo com o esporte, afinal, nem sempre a bola cai no mesmo lugar. Também temos relações de competição e do confronto com o/a outro/a, abrindo a possibilidade da perda em uma partida ou disputa. Assim, a Educação Física prepara o emocional dos/as alunos/as para lidar com a vida e sua imprevisibilidade, já que ela é feita de processos. É movimento”, explica o professor.

Outra habilidade para a vida, desenvolvida pela prática esportiva e que é muito importante para o mercado de trabalho, em qualquer área profissional, é a capacidade de se perceber no coletivo, de viver em cooperação e trabalhar em prol de um bem maior. Segundo Egydio, essa é uma habilidade altamente estimulada nos esportes coletivos, que podem ser praticados com maior frequência no período escolar, quando a rotina da criança e do/a adolescente é mais flexível e possibilita o encontro entre mais pessoas para a prática dessas modalidades.

Assim como Tomás e Claudia, a aluna Helena percebe que a Educação Física, geralmente, não recebe a devida importância. Essa, infelizmente, é uma visão cultural que, de acordo com Egydio, provém da Grécia Antiga, ao pressupor a separação entre mente e corpo. “No Brasil, temos o costume de priorizar outros conhecimentos, disciplinas escolares e hábitos em detrimento do esporte, da Educação Física e do movimento. Nossa mente e corpo são indissociáveis. Moramos em um corpo e temos que cuidar dele, tanto com exercícios quanto com uma boa alimentação e boa noite de sono”. 

A Educação Física e o esporte abrem portas para o futuro, potencializando o protagonismo dos/as estudantes. O próprio Egydio, além de professor de Educação Física, é dono de dois estúdios esportivos, empenhado em sempre ser a melhor versão de si mesmo. Também há Eduardo Costa Gomes, ex-aluno e Diretor Executivo da Monteiro, que realiza a gestão da Escola e até hoje participa de competições de windsurf. a ex-aluna Julia Pinho Magno, se tornou capitã do time escolar de futebol nos Estados Unidos, e o ex-aluno Rômulo Sousa obteve destaque como jogador profissional de futebol

Talita Vieira.

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