Publicado em 14/03/2022

Penha Tótola, diretora pedagógica, com Miguel Falcão, aluno do 6º ano. Foto: Talita Vieira/ Divulgação

Já imaginou seu/sua filho/a enfrentar alguma dificuldade no aprendizado ou ter um problema pessoal e receber apoio e ajuda de professores/as e outros/as colaboradores/as da escola em que estuda? Na Monteiro é exatamente assim. Aqui, a palavra “acolhimento” tem real significado no cotidiano escolar. Isso pode ser exemplificado tanto na recepção dos/as novos/as alunos/as quanto no acompanhamento individualizado que a Escola faz com cada estudante, periodicamente, ano após ano, desde a sua fundação.

Como esse acompanhamento é realizado?

De acordo com Tatiani Svacina, orientadora pedagógica e coordenadora dos 1ºs e 2ºs anos do Ensino Fundamental I, ao pensar em acolhimento, a equipe da Monteiro contempla os diversos aspectos e características dos/as estudantes, observadas logo no início de cada ano letivo. 

Tatiani Svacina. Foto: Talita Vieira/ Divulgação

Os/as alunos/as que chegam da Educação Infantil para estudar no 1º ano, por exemplo, precisam conhecer e se habituar a um espaço escolar novo, com novas pessoas e aprendizados diferentes. Os/as estudantes que mudam de segmento e vão do Fundamental I para o II, ao final do 5º ano, passam a ter horários diferentes e disciplinas ministradas por diversos/as professores/as. Já os/as alunos/as que mudam para o Ensino Médio precisam adotar uma rotina de estudos ainda mais estruturada, no preparo para a conclusão de uma etapa importante da vida.

Sabendo da importância de cada uma dessas etapas e os impactos provocados por essas transformações, a Monteiro promove encontros de passagem de turma, permitindo que os/as professores/as antigos/as transmitam aos/às novos/as as características de cada aluno/a – relativas tanto aos aspectos pedagógicos (relação do/a estudante com o conhecimento, dificuldades de aprendizagem e estratégias didáticas já aplicadas que foram bem-sucedidas) quanto aos educacionais (postura e qualidade das relações interpessoais). 

Assim, a Monteiro promove miniconselhos quinzenalmente, nos quais os aspectos sociais, cognitivos e afetivos de cada aluno/a são abordados, considerando os avanços, retrocessos, dificuldades, facilidades e interesses de cada um/a dele/as. 

“A partir desses diálogos com os/as professores/as, traçamos metas – ou planos de ação – individuais e coletivas. Também fazemos o diagnóstico do aprendizado, que envolve especificamente os aspectos cognitivos. Ao montarmos os planos de ação, entramos em contato com as famílias para agendar uma reunião e compartilhar as observações feitas. Como há atitudes que as famílias precisam tomar, essa postura da Monteiro traz as famílias para mais perto da Escola, criando uma relação de parceria que visa ao bem-estar e desenvolvimento dos/as alunos/as”, explica Tatiani.

Escola e família, uma parceria essencial

Cristiana Felício com seu filho, Tomás, e sua filha, Inês. Foto: Acervo pessoal/ Divulgação

O estreitamento da relação com as famílias é essencial ao pleno desenvolvimento das crianças e dos/as adolescentes. É o que conta Cristiana Felício, mãe do Tomás (9º ano) e da Inês (6º ano), sobre suas experiências pessoais nesse processo: “Na Monteiro há um canal de diálogo aberto entre famílias e Escola. Para mim, como mãe, isso faz toda a diferença. É uma escola que acaba sendo uma extensão da família, complementando seu papel. E acredito que deve existir mesmo essa parceria, para que eu veja meus valores refletidos na instituição de ensino. A facilidade de dialogar, para mim, é uma condição, pois sem ela a vivência escolar não seria possível. Este canal entre escola e família é importantíssimo, pois traz a percepção de como o que está acontecendo aqui impacta lá (no ambiente escolar), e como o que está acontecendo lá impacta dentro de casa”.

A mãe ainda relata que Tomás e Inês vieram de uma escola parceira da Monteiro, com uma proposta muito parecida: a Uirandê. Após a conclusão da Educação Infantil, Cristiana afirma que seus filhos realmente foram abraçados e acolhidos pela Monteiro, já que passaram por um período de transição muito tranquilo, conduzido por ambas as escolas: “Eu achei isso fabuloso porque as crianças realmente passam por um período de adaptação ao Ensino Fundamental, elas não saem da creche, um lugar de movimento, para simplesmente ficarem sentadas em cadeiras, lugares fixos – o que foi um diferencial imprescindível para o desenvolvimento dos meus filhos. Isso também inclui a alfabetização e a tranquilização das famílias em relação aos processos de aprendizagem de cada aluno/a, com um olhar individualizado, pensado, que trouxe leveza a esse período de mudanças tão significativas”.

Como os/as estudantes e as famílias percebem o acolhimento da Monteiro no dia a dia?

Miguel percebe como a Monteiro é diferente das outras escolas em que estudou. Foto: Talita Vieira/ Divulgação

Miguel Falcão é aluno do 6º ano B. Ele estuda na Monteiro desde o 2º ano do Ensino Fundamental I e conta que se sente bem tratado e acolhido pela Escola: “Quando tenho alguma dificuldade na sala de aula, os/as professores/as e meus/minhas próprios/as colegas me ajudam a resolver, e quando tenho algum problema pessoal, a Monteiro consegue me apoiar e ajudar. Aqui, eu sou incentivado a seguir as coisas que eu gosto, tanto pelos/as professores/as quanto pelos/as meus/minhas amigos/as. Eu acho muito bom esse tratamento que a Escola nos dá porque todo/a aluno/a precisa receber atenção, sinto que se importam de verdade com a gente – em outras escolas em que eu estudei não tinham isso. Então, a Monteiro tem um diferencial muito positivo. A Monteiro acolhe as pessoas, e é por isso que eu gosto tanto da Escola e não quero sair daqui.”

Segundo Tatiani, os/as próprios/as alunos/as mais velhos/as procuram os/as colaboradores/as para contar sobre situações e problemas pessoais, demonstrando uma confiança muito grande na equipe. Já os/as alunos/as “antigos/as” acolhem os/as que estão chegando. 

Com as famílias acontece o mesmo, uma vez que elas próprias procuram os/as colaboradores/as para pedir ajuda quanto a determinadas questões. Tatiani diz que o feedback, em geral, é sempre bom: “As famílias estão gostando muito da Escola. A Monteiro é pequena, é um espaço onde todos/as se conhecem e se chamam pelo nome. Quando essas famílias buscam a Escola, já têm a expectativa de que aqui seus/suas filhos/as terão a singularidade respeitada. Na Monteiro, o/a aluno/a não é mais uma matrícula. E isso comprova o cumprimento de nossos valores, traduzidos no slogan ‘moderno é humanizar’”.

 

Talita Vieira.

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