Em algum momento do início dos anos 2000, era comum encontrar Pedro Fernandes caminhando pelos corredores da Escola Monteiro com um violão nas mãos. Os recreios frequentemente se transformavam em rodas de música, colegas se reuniam para tocar e cantar, e algumas bandas começavam a surgir naturalmente entre os estudantes.
Até mesmo os “menos chegados ao futebol” devem concordar: falamos de uma equipe tecnicamente brilhante, o elenco que consolidou uma maneira de jogar, de liderar e de representar o país que atravessou gerações e permanece como referência até hoje. É justamente esse legado, muito além do placar, que a minissérie “Brasil 70: A Saga do Tri” revisita ao reconstruir a campanha do Mundial do México e, também, ao mostrar os bastidores, as tensões e as relações humanas que tornaram possível uma das maiores equipes da história do esporte.
Conhecer um lugar é diferente de estudá-lo e, quando as duas experiências se encontram, o aprendizado ganha outra dimensão. Foi isso que vivemos durante a viagem de estudos a Foz do Iguaçu. Ao longo de quatro dias, nós, estudantes da 1ª e 2ª séries do Ensino Médio da Escola Monteiro, exploramos espaços que transformaram conteúdos de diferentes disciplinas em experiências concretas.
Durante muito tempo, a educação foi estruturada de forma fragmentada: matemática de um lado, história de outro, ciências isoladas entre si. Mas a vida real nunca aconteceu dessa forma. Os desafios do mundo contemporâneo, sociais, ambientais, tecnológicos e humanos exigem conexões entre diferentes saberes.